Saúde

POLIPEPTÍDIOS SINTÉTICOS: Importação de canetas emagrecedoras sobe 88% e supera smartphones no Brasil

O Brasil registra uma explosão no consumo de polipeptídios sintéticos, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Dados do Ministério da Indústria e Comércio revelam que a importação de medicamentos fabricados com hormônios de emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, cresceu 88% em 2025.

O volume financeiro dessas operações já supera o de produtos tradicionais e populares no mercado brasileiro, como smartphones, pneus e até salmão.

O tratamento, que consiste em aplicações semanais, tem apresentado resultados clínicos significativos quando aliado à mudança de hábitos. É o caso de Moema, que após oito meses de acompanhamento médico, prática de esportes e reeducação alimentar, conseguiu a reversão de quadros de pré-diabetes e hipertensão arterial, além da perda de peso substancial.

Projeções de mercado e chegada de genéricos

O setor de medicamentos para perda de peso vive uma tendência de ascensão agressiva no país. Relatórios de mercado projetam que as movimentações financeiras, atualmente na casa dos R$ 9 bilhões, devem saltar para cerca de R$ 50 bilhões até o ano de 2030.

Um dos principais fatores que devem impulsionar essa expansão é a proximidade da quebra de patente do princípio ativo do Ozempic. A chegada de versões genéricas às farmácias brasileiras promete reduzir drasticamente os preços finais ao consumidor, ampliando massivamente o acesso a esses tratamentos.

Riscos e necessidade de acompanhamento médico

Apesar dos benefícios clínicos observados em pacientes como Moema, especialistas alertam que o uso dessas substâncias exige cautela. Como qualquer intervenção farmacológica, os médicos recomendam que a utilização seja estritamente acompanhada por profissionais qualificados.

Há uma preocupação crescente entre a comunidade médica de que o medicamento seja visto como uma solução “milagrosa” e inofensiva. O uso indiscriminado, sem supervisão e sem a devida correção do estilo de vida, pode mascarar riscos e não sustentar os resultados a longo prazo, reforçando que a caneta é uma ferramenta terapêutica e não um recurso estético de livre uso

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